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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Soletro em goles o teu nome.


São formas que nos desformatam. Do verbo formatar. Da limpeza geral pra renovação. O quase novo.
Eu sei, são muitos intervalos, divagações. Devagar. Sou assim, escrevo quase assim. Errando letras e sílabas entre as teclas que fogem desses dedos bêbados. Eles que já se embebedaram de outras coisas, passearam e se molharam em diversas fontes. Sabores. Formas.
Desinformam. De informar. Das nossas discussões as informações não podem ser trocadas. Dialogo? Não a intenção é outra. No âmbito da troca de palavras a vontade que prevalece é a do masoquismo. Querer se machucar, lançar-se em palavras que voam como canivetes na direção da pele. 
_Isso, me diz essa verdade e me diz que eu pedi.
_É isso que você quer ouvir e o que quer ter. Só te entreguei.
Assim.
E o dialogo surge como nascente vindo matar a sede da saudade. É tão necessário quanto beber agua na manhã após a ressaca. 
Soletro em goles o teu nome. E me curo.

Nos formatamos em diversas limpezas, renovações. Quase novos com novidades antigas. Porque nem mesmo a mais difícil das discussões vai apagar meu beijo dos teus olhos. Nem a mais severa das acusações vai tirar teus cabelos do meu peito em dias que já se foram, mas nunca passaram.
Somos assim. E é confuso pra quem não entende, eu sei. 
Nos entendemos mesmos nos desentendimento. Porque seria fácil me desligar dos nossos problemas se a minha solução não morasse nos teus olhos.
Somos a forma que nós mesmos desenhamos. Nossa. Numa sintonia única.
Quase novos nas quase velhas saudades.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Lucidez.


Estive tanto tempo confuso, que, quando a oportunidade veio, peguei carona sem querer.

Nunca estou neste estado. Lucidez é talvez a minha tentativa de estar em silêncio na areia da praia, olhando e ouvindo o mar. Mas é inconstante. Inconstante demais. Nem por isso menos repetitivo e bom.
Quase todas as desatenções que tenho durante o dia, são coisas que me interessam muito. Saber como é ao certo o rosto de alguém que diz não possuir um, saber como é a voz de alguém que manda flores de longe, perceber qual a opinião de alguém que não sabe, mas, sempre foi decisivo nas minhas decisões.

Hoje mal pude cantar outra música que não fosse Malcuidado. Eu até sei, nem tem muita gente q gosta tanto assim, mas isso é o q me faz gostar mais ainda. É como o seu presente que tenho aqui, muita gente não gosta tanto assim, mas o fato de saber que vc gosta dele, me faz gostar mais ainda. É disso que eu tô falando...

Eu disse, peguei carona ali. Sentado na terceira fileira do fretado, peguei carona no corredor que me separava dela. Quando percebi, não estava mais pegando carona no ônibus, mas sim, ao lado dela. A viagem se resumia a isso, em aproveita-la desta maneira. Em aproveitar mais a mim mesmo desta maneira. Já faz algum tempo isso, e hoje podemos nos dar ao luxo de pegar carona somente um no outro.

Quanto à lucidez, não sei se é isso q me bate agora, quando fico pensando se gosto mais das de listras azuis ou vermelhas com aquela bermuda, talvez devesse esperar sua opinião, mas vc viria rindo e certamente dizendo de longe: Ta loco! Eu quero é vc sem camisa. Ta bom. E me vejo rindo das minhas costelinhas aparecendo no espelho enquanto vc me abraça.

domingo, 18 de outubro de 2009

Solto.


Tudo ficando menor, tanto q o mundo caberia no copo d’agua q eu tomei pra matar minha sede de vc.
Qualquer vento a minha volta tem de ser fresco depois daqueles instantes remexendo em coisas q só vc sabe onde encontrar.
Vi a bagunça q ficou no chão. Vejo o fone de ouvido caído num lugar onde não lembrava ter deixado, o cinzeiro virado aos pés do sofá, meu travesseiro jogado onde não costumo dormir, as roupas espalhadas.

Sinto seus olhos em cima de mim e me sinto bem, quero q vc passeie com eles por quantas vezes quiser pelo meu corpo. Esse caminho é teu.

Vou ficar no chão olhando o teto, e ver o filme q eu quiser nele, posso inventar o final q eu quiser. Mas nunca haverá um.