quinta-feira, 17 de junho de 2010

Num jeito de te levar...


As certezas podem não ser suficientes se não forem limpas pelas dúvidas.


As histórias escritas em livros sempre tendem a ser inspiradoras. 
Certo dia lendo alguém que gosto muito, deparei-me com a frase do não desejo de ser inspirador. Mas é, e sabe que é.
Quantas vezes eu já cantei de olhos fechados no sofá da minha sala esperando que você visse isso...As alegrias do meu tom de voz misturadas com a melancolia alternativa das canções que arranhavam a agulha do disco. 

Há tanto que me preocupar...mas da distância já venho cuidando, e cuido com meus olhos te seguindo distantes pela janela do ônibus.
Me perco com o pensamento distante observando vc, e a lua que vejo me faz perceber quantas outras ainda caberiam nesse meu céu construído por vc.

Se figurada a tua ausência no meu fim de semana, tarde da noite saturnina a alavanca da imensidão é puxada, e em meio ao vão percebo quantos passos já dei ao longo da areia, e faltam tantos...faltam tantos dos teus...
Posso perceber tão fácil as coisas que não quero perceber, posso jogar tantas palavras fora, saber se sou rei nos meus contos onde meu reino se abriga no teu abraço. Sou tudo contigo.
Sou todo contigo.

As histórias contadas no livro ainda são poucas, vou fabricar ainda mais páginas, vou perfuma-las e joga-las ao vento, sabendo que todas irão cair na tua janela, irão cair beijadas pelo vento, atentas ao teus olhos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Deslizando meu sorriso no teu nome.


Estava sentado em frente a ela tentando imaginar teus suspiros.

No interior dos teus vestidos minha cobiça passeia, relaxa meus ombros em tuas pernas. Nossas imaginações constantes, confusas e deliciosas predominam o ambiente trancado com as roupas que jogamos à beira da porta, à meia luz interpretamos cada sinal emitido, e sua nuca molhada com meus beijos agora traz consigo a marca leve de uma mordida.
Abrimos a imensidão do céu, quando teu sapato pisou na minha bermuda, e minha camisa deslizou ao abismo abaixo da cama. Rendas e algodões enfeitando o ambiente perfumado com os toques palpados sem a preocupação da dor, e o prazer escancarado nos meus olhos serve de caminho para tuas vontades.
As paredes escondem-se de nós, estamos passeando em uma caixa invisível onde a paisagem passa rápido como num passeio veloz. Há um destino final neste caminho, mas meu torax pesando nas tuas costelas regam teu corpo com o suor que desliza quadril abaixo, onde os movimentos desatinados e embalados aos teus pedidos renega qualquer chegada breve ao fim disto.

Meus sinais indicam saudade, talvez seja essa a interpretação obtida no reflexo do espelho onde agora moram nossos nomes.